sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pensamentos soltos. Pensar em Inglês



Alunos do 12.º ano foram desafiados pela sua professora Luísa Torres a pensar e a escrever em Inglês.
A passagem pela escola, o sucesso, o futuro e o propósito de vida, o materialismo e o consumo e a importância da leitura são os temas abordados nestes textos.






sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Poesia trovadoresca. Poetas contemporênos


Alunos das turmas do 10.º ano de Línguas e Humanidades e de Ciências Sociais e Económicas foram desafiados pela sua professora de Português, Madalena Toscano, a escrever poemas segundo o estilo da poesia trovadoresca nas suas diversas vertentes: cantigas de amigo, de amor, de maldizer e de escárnio.
Neste livro disponibilizados alguns dos melhores poemas produzidos pelos alunos.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Taiye Selasi






Taiye Selasi nasceu a 2 de novembro de 1979, em Londres e cresceu em Brooklin, Massachusetts; era a mais velha de duas gémeas no meio de uma família de médicos. O seu nome significa “primeira gémea” na língua nativa de sua mãe -Yoruba. A sua irmã é fisiatra nos Estados Unidos da América; a mãe, nigeriana, é pediatra no Gana, também conhecida pela defesa dos direitos das crianças e o pai, ganês, é cirurgião na Arábia Saudita e considerado um dos poetas mais conhecidos, publicou numerosos volumes de poesia. Os seus pais separaram-se ainda ela era uma criança e só conheceu o seu pai biológico aos 12 anos.

Selasi graduou-se “Summa cum laude” ( a distinção mais alta), um bacharelato de Yales em Estudos Americanos e uma licenciatura em Relações Internacionais, em Oxford.

Em 2005 “The LIP Magazine" publicou "Bye-Bye, Babar (ou: What is an Afropolitan?)", um texto de Selasi sobre Afro-americanos. Em “Bye Bye Babar”, Selasi descreve uma nova diáspora africana; uma mistura mais alargada que aceita a sua diversidade: “Perhaps what most typifies the Afropolitan consciousness is the refusal to oversimplify; the effort to understand what is ailing in Africa alongside the desire to honor what is wonderful, unique.” Selasi não procura o reconhecimento da origem  do Afropolitarismo, A conversa sobre  Afropolitarismo e o seu ensaio foram o impulso que levou Simon Gikandi e Achille Mbembe a transformar o termo Afro-americano numa ideologia largamente conhecida e utilizada. No mesmo ano em que escreveu o seu ensaio, escreveu também uma peça que foi produzida por Dr.Avery Willis, num pequeno teatro. 

Em 2006, Morrison deu a Selasi o prazo de um ano; ela escreveu "The Sex Lives of African Girls" para cumprir o prazo. A história, publicada na revista literária inglesa “Granta” in 2011, surge em “Best American Short Stories 2012”.

Em 2013, a sua obra “Ghana Must Go” foi publicada e alvo de muitas críticas. Foi selecionada como uma das 10 melhores obras de 2013 pelo “Wall Street Journal” e pelo “The Economist” e foi vendida em 22 países.

Em 2013, Selasi foi selecionada como uma das “Granta′s 20 Best Young British Writers” e em 2014 nomeada para a lista dos 39 escritores “sub- Saharan African”, com menos de 40 anos “Hay Festival's Africa39 “ com o potencial e talento para definir as tendências da literatura africana”.

Selasi colabora frequentemente com outros artistas de diferentes áreas. Em 2015, Selasi apareceu como um autor de destaque, coordenando um seminário sobre a escrita, no “Iceland Writers Retreat” em Reykjavik, Islândia.
 
A sua única obra foi publicada em 2013 “A Beleza das Coisas Frágeis” (“Ghana Must Go”),e encontra-se disponível na Biblioteca Escolar Clara Póvoa.



Entrevistas:
“I’m a Multi-Local Afropolitan” 



”There is no going back. Time moves on, we change, countries change, spaces change.”
Conheça a nova estrela da literature inglesa, Taiye Selasi, nesta entrevista sobre o que significa ser um ser humano num mundo global, procurando um espaço para ser ele próprio.(“Meet the new star of English literature, Taiye Selasi, in this interview about what it means to be human in a global world, searching for a space to be yourself”).


Ted Talk de Selasi sobre as pertenças culturais.



BBC – “Myth of race as opposed to culture”


Luísa Torres

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Walt Whitman

... a ler





Walt Whitman nasceu a 31 de maio de 1819 em Nova Iorque e foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos como o "pai do verso livre". Foi também considerado o grande poeta da Revolução americana.

Walt Whitman, é descendente de ingleses e holandeses e quando tinha apenas quatro anos, sua família mudou-se para Brooklyn, onde frequentou até aos onze anos uma escola oficial, trabalhando depois como aprendiz numa tipografia.

Em 1835 trabalhou como impressor em Nova Iorque e entre o verão de 1835 e o ano de 1838do ano seguinte começou a ensinar em East Norwich, Long Island. Entre 1836 e 1838 deu aulas e de 1838 a 1839 editou o semanário “Long Islander”, em Huntington. Voltou ao ensino depois de participar como jornalista na campanha presidencial de Van Buren (1840-41).

Em Maio de 1841 regressou a Nova Iorque, onde trabalhou novamente como impressor.
Entre 1842 e 1844 editou um jornal diário. Regressou a Brooklyn em 1845, e durante um ano escreveu para o “Long Island Star”, tornando-se de seguida editor do “Daily Eagle” de Brooklyn, lugar que ocupou de 1846 a 1848.

Em fevereiro desse ano partiu com o irmão Jeff para Nova Orleães, onde trabalhou no “Crescent”. Deixou Nova Orleães em maio do mesmo ano, regressando a Brooklyn através do Mississippi e dos Grandes Lagos.


Em 1855, para horror dos familiares, Whitman parou de trabalhar. Ao longo de meses, passou as manhãs encerrado no quarto, escrevendo; o resto do tempo ficava passeando à beira do mar ou sentado na grama, olhando para o céu. Foi nesse estado semelhante à possessão e à embriaguez que ele completou a primeira versão de ”Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), publicada com seus parcos recursos naquele mesmo ano, disponível na Biblioteca Escolar Clara Póvoa.


A edição original continha 12 enfáticos poemas – entre eles, “A Canção de Mim Mesmo”, a mais longa e célebre composição de Whitman. Relato de uma epifania compartilhada, numa mistura de prosa e poesia que pareceu chocante à época, a “Canção” começa com o poeta filosofando com displiscência enquanto se espreguiça num gramado, ao sol do verão; espécie de super-homem ocioso, apresenta - se como “Walt Whitman, um grosso, um cosmos”.

Os versos deste livro eram livres, longos e brancos, imitando os ritmos da fala.
A primeira edição da obra mais importante da sua carreira, não mencionava o nome do autor, e continha apenas 12 poemas e um prefácio.

A obra poética de Whitman centra-se na coletânea “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), dado que ao longo da sua vida o escritor dedicou-se a rever e completar aquele livro, que teve oito edições durante a vida do poeta.

No verão seguinte foi publicada a segunda edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), em 1856, ostentando na capa o nome do seu autor. O livro foi recebido com entusiasmo por alguns críticos, mas mal recebido pela maioria, o que, contudo, não impediu Whitman de continuar a trabalhar em novos poemas para aquela coletânea.

A segunda edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass") era composta por 32 poemas, intitulados e numerados. Entre eles encontrava-se “Poem of Walt Whitman, an American”, o poema que haveria de se chamar "Song of Myself" (“Canto de Mim Mesmo”).

Entre a primavera de 1857 e o verão de 1859 Whitman editou o “Times” de Brooklyn, sendo publicada a 1860, em Boston, a terceira edição da sua obra. Contudo, a editora foi à falência em 1861 e a edição, que continha 154 poemas, foi pirateada.

Entre 1863 e 1864 trabalhou para o Exército em Washington, DC como voluntário em hospitais militares. Regressou a Brooklyn doente e com marcas de envelhecimento prematuro causadas pela experiência da guerra civil.

Trabalhou posteriormente como funcionário do Departamento do Interior (1865) e publicou em maio desse ano o livro "Drum-Taps", que continha 53 poemas sobre a guerra civil e a sua experiência nos hospitais militares. No mesmo ano foi despedido pelo Secretário James Harlan, por este ter considerado “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass") indecente.

Em 1867 foi publicada a quarta edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), com 8 novos poemas. No ano seguinte saiu em Londres uma seleção de poemas de Michael Rossetti, intitulada "Poems by Walt Whitman".

A quinta edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), em1870/1871, teve uma segunda tiragem que incluía "Passage to India" e mais 71 poemas, alguns dos quais inéditos.
Depois de publicar "Democratic Vistas", Whitman viajou para Hannover, New Hampshire. Na Faculdade de Dartmouth leu "As a Song Bird on Pinions Free", posteriormente publicado com um prefácio. Em janeiro de 1873, Whitman sofreu uma paralisia parcial. Pouco depois morreu a mãe e o escritor deixou Washington para se fixar em Camden, New Jersey, com o irmão George.

Em 1876 surgiu a sexta edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), publicada em dois volumes. Em agosto de 1880, Whitman reviu as provas da sétima edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), que sob ameaças do Promotor Público teve de suspender a distribuição do livro.

A edição só foi retomada dois anos mais tarde por Rees Welsh e depois por David McKay. Incluía 20 poemas inéditos e os títulos definitivos e uma ordem dos poemas revista. Em 1882 foi ainda publicado o livro "Specimen Days and Collect".

Os últimos anos de vida de Whitman foram marcados pela pobreza, atenuada apenas pela ajuda de amigos e admiradores americanos e europeus.

Em 1884, Whitman adquiriu uma casa em Camden, New Jersey. Em 1888, sofreu um novo ataque de paralisia e viu publicados 62 novos poemas sob o título "November Boughs". Ainda nesse ano foi publicado "Complete Poems and Prose of Walt Whitman".

A oitava edição de “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass") apareceu em 1889, e no ano seguinte o escritor começou a preparar a sua nona edição, publicada em 1892.

Whitman morreu no dia 26 de março de 1892 e foi sepultado em Camden, New Jersey.
Cinco anos depois, em 1897, foi publicada em Boston a décima edição de “Folhas de Erva” (“Leaves of Grass”).

Nos seus poemas, Walt Whitman elevou a condição do homem moderno, celebrando a natureza humana e a vida em geral em termos pouco convencionais. Na sua obra “Folhas de Erva” ("Leaves of Grass"), Whitman exprime em poemas visionários um certo panteísmo e um ideal de unidade cósmica que o Eu representa. Profundamente identificado com os ideais democráticos da nação americana, Whitman não deixou de celebrar o futuro da América.

Ficou ainda mais conhecido mundialmente a partir das citações inseridas no enredo do filme “Sociedade dos Poetas Mortos” que foi distinguido com vários prémios.



 No fim do filme, os alunos mostram seu apoio à Keating recém-demitido em desafio contra o diretor da escola, chamando a frase na sala de aula.
 
Na série “No Fim do Mundo”, alguns poemas de “Folhas de Erva” (“Leaves of Grass”) são lidos na rádio local, originando uma disputa entre o locutor e o proprietário da rádio a propósito das supostas inclinações sexuais de Whitman e da conotação sexual da obra.

Fernando Pessoa escreveu um poema de nome "Saudação a Walt Whitman".

"Introduziu uma nova subjetividade na conceção poética e fez da sua poesia um hino à vida. A técnica inovadora dos seus poemas, nos quais a ideia de totalidade se traduziu no verso livre, influenciou não apenas a literatura americana posterior, mas todo o lirismo moderno, incluindo o poeta e ensaísta português Fernando Pessoa."


É possível encontrar mais informação sobre o autor aqui e aqui.




 Boas leituras!
Luísa Torres